Como sabemos hoje (ou achávamos que sabíamos), as brânquias servem para a respiração dos peixes, realizando a troca do oxigênio, assim como os nossos pulmões. Mas pesquisas recentes mostram que este órgão servia principalmente para a estabilização dos íons em seu ambiente.
Para quem não sabe essa troca de íons evita do peixe murchar quando está em contato com a água (durante toda vida), ao contrário dos nossos dedos no momento que ficamos bastante tempo em contato com a água. Peixes mais rudimentares ou em seu estado de larvas fazem essa troca através da pele ou por cestas branquiais. Mas com o a salinização das águas essa troca teve que se tornar mais rápida e eficiente, resultando em grandes guelras complexas.
Um cientista chamado Krogh ganhou um Prêmio Nobel por ser o primeiro a sugerir que os peixes desenvolveram brânquias para respirar. Felizmente, a ciência não vive de paradigmas, e hipóteses podem ser sempre criticadas e superadas, mesmo daquelas pessoas que ganharam o Prêmio Nobel.
O experimento se deu usando uma truta arco-íris, colocando em uma caixa com dois compartimentos: um para a cabeça que possui brânquias e outra para a cauda. Depois de 15 dias foi constatada uma troca maior de íons na cabeça do que na cauda, e 10 dias depois o mesmo foi constatado para o oxigênio. Assim, é uma evidência que as brânquias evoluíram principalmente pela necessidade dessa troca, depois é que houve função da respiração.
A preocupação que surge com este estudo é como a poluição pode afetar os peixes nesse processo de troca química com o ambiente, pois sem essa função, o peixe morre da mesma maneira que morreria sem oxigênio.
Fonte: Science
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A ciência nos deixa assim: “Vixe, eu pensei que já sabia disso…”
E a verdade é essa, tudo que sabemos hoje só servirá de base para os novos conhecimentos… Ninguém sabe de nada, realmente.