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A placenta define a dieta do bebê, não a mãe

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Isso em ratos, até o momento. Cheryl Rosenfeld da Universidade do Missouri, Columbia, conduziu uma pesquisa, em 2003, com diversas ratas e agrupadas em diferentes dietas, e foi constatado que dietas de baixas calorias proporcionam maiores abortos em fetos do sexo masculino do que do sexo feminino.

O experimento foi realizado com a divisão de três grupos distintos de ratinhas prenhas: um com bastante caloria, outra com baixa caloria e, por fim, de caloria moderada. Na metade da gestação, 12,5 dias, os cientistas removeram os fetos (coitadinhos :P ) para analisar o desenvolvimento dos ratinhos.

Analisaram os mais de 40.000 genes da placenta para verificar as mudanças que ocorreram decorrente da dieta. Concluíram que os genes nas placentas femininas eram mais seletivos e serviam de filtro para substâncias nocivas, enquanto as placentas masculinas respondiam melhor a dieta de alta caloria, mas o filtro de substâncias não era muito efetivo (deixando passar substâncias potencialmente nocivas).

Como vocês devem saber, a placenta é principal o órgão do feto e desempenha papel de rim, intestino e pulmão. Mas essa nova propriedade de “cheirar” nutrientes é nova, o que deixou o pesquisador espantado.

“Nós pensamos que nós veríamos genes relacionados ao metabolismo, e vimos alguns deles, mas o que realmente veio à tona é que estes genes estavam relacionados com a capacidade da placenta cheirar ou sentir compostos nutritivos”, diz Rosenfeld. “Essa é uma idéia muito nova.”

Então mamães, cuidado com o que vocês andam comendo, podem afetar bastante se seu bebê for menino, que é o sexo mais frágil. :D


Fonte: ScienceMag

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