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A Curiosidade Humana não busca a Verdade

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Você é curioso e não consegue ler o que está escrito? Clique para ler.

O ser humano é curioso por natureza, um fato por mais inexplicável que seja acaba sendo teorizado. E não é por menos, existe uma inquetude para se descobrir coisas. Um exemplo clássico é passar horas e horas pensando em algo que alguém disse que iria nos contar, ou um segredo que seria revelado. Outro exemplo é quando nos deparamos com algo novo: um acidente no meio da avenida é motivo para chamar atenção dos que estão passando, que reduzem a velocidade para observar e investigar o motivo desse algo novo.

Queremos saber, custe o que custar. Algumas coisas nos chamam a atenção, enquanto outras nem tanto, variando de pessoa pra pessoa, por áreas de gosto e de afinidade. Nos exemplos acima, é percebível a curiosidade humana sobre outros seres humanos, a curiosidade social, mas isso não quer dizer que todos vão se sentir motivados a esse comportamento, outros mais, outros menos, e talvez outros ajam com total indiferença.

Independente do que seja, se isso for interessante ao seu ponto de vista, haverá formulações de hipóteses pessoais ou vinda de outras fontes. Nesse ponto, a verdade é esquecida, já que, preferencialmente, usa-se de experiências pessoais (se for uma hipótese própria) ou de pessoas que tem um vínculo com você por proximidade, laços afetivos, familiares, etc. Evidente que no princípio da formulação da explicação foi dada por experiência pessoal. E por mais que você compre uma ideia de outrem suas experiências pessoais são incorporadas nisso, e em alguns casos alterando ou excluindo partes do enunciado original. Isso é equivalente ao velho “telefone sem fio”, onde a mensagem original é modificada durante a transmissão e recuperada com partes alteradas.

Percebendo isso a sua volta, é fácil constatar. A religião da maioria é sempre a mesma, em outra região poderá ser diferente, então o que faz você acreditar em uma coisa e outra pessoa em outra não está no conceito de verdade, apenas uma explicação doutrinada para fatos e eventos da vida, do qual elas explicam da sua maneira. Em uma perspectiva menor, como a cultura local, o modo de vida, e explicações sobre coisas como crendices populares como o lobisomens, sereias, vampiros, Saci-Pererê, monstro do lago Ness, loira do banheiro, lobo mal, perna-cabeluda, entre outros mitos se tornam parte de uma explicação e crença das pessoas, variando rapidamente de região pra região. Mais uma vez vemos: quem conta um conto, aumenta um ponto. Há semelhanças na mensagem, com algumas diferenças que não mudam o que foi dito a priori.

Acreditamos no que está mais próximo e fácil, sua curiosidade sobre um fato inexplicável se torna sanado e você não precisa mais pensar sobre isso. Porém a verdade está muito mais além de matar a curiosidade, ela é algo difícil de entender ou se concluir por apenas experiências pessoais. Ela depende de muito trabalho e investigação. Somos preguiçosos em boa parte da nossa vida, o menor esforço sempre é bem vindo, e gastar energias à toa por algo que já existe uma explicação não é uma boa ideia para a sobrevivência.

Então, somos frutos do meio assim que existimos, e absorvemos a cultura e as crenças locais e somamos tudo isso as nossas experiências pessoais. Deste modo, as crenças variam de pessoa pra pessoa, mesmo existindo um controle sobre isso. Caso da cultura cristã, onde a doutrina se ramificou de acordo com que cada um tinha em mente, não existe uma pressão ou punição para quem quer transmitir seu pensamento para outros, gerando-se milhares de doutrinas e igrejas diferentes, apesar de terem o mesmo livro de instruções. Em um caso diferente, a religião islâmica e menos subdividida e a autoridade religiosa detém um grande poder sobre a sociedade, logo, querer modificar a mensagem para outro sentido é uma ideia bastante mortífera. Caso não houvesse esse rigor doutrinário, possivelmente as coisas iam ser bem diferentes.

Em outros sentidos a curiosidade apesar de ser algo natural é visto como ruim. Querer saber demais sobre coisas desconhecidas é visto como maligno e danoso. Não temos todas as respostas e ainda estamos engatinhando para descobrir todas elas, mas uma coisa é válida: a ciência busca a verdade por um princípio básico que outras crenças não possuem – a crítica. A crítica é a chave para aprofundar nos fatos e extrair a verdade ou o mais próximo possível dela. Impossível você criticar um princípio de crença, pois ela é fundada em premissas não passível a crítica, o que é absurdo. Posso criticar se 1 + 1 = 2, e tenho que provar e mostrar que 1 + 1 ≠ 2.

Então se pergunte, oh religioso! Alias, se você nascesse no Iraque, você seria católico ou seria mais fácil acreditar em Alá? Então um Iraquiano seria um cristão se conhecesse a palavra de Jesus? Os islâmicos estão certos? Os budidas? Os mórmons (eca!)?! Ops, esquece! O povo da umbanda?  Os cristãos? Os espíritas? Os xintoístas? Quando muitos se acham certos, vai ver que todos estão errados. E o mau das crenças é esse, torna o lógico em ilógico e o ilógico em lógico.

Caso você tenha se perguntado: “Para onde eu vou? De onde eu vim? Porque estou aqui?” e se consola com divindades, parabéns! Você é como a maioria das pessoas (mais de 99%  delas) é: um ser normal, que vive de ilusões e sonhos. Passar bem campeão (â).

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