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Artigos listados na categoria Filosofia.

Falácias do Livre-arbítrio

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O Livre-arbítrio é uma ideia conceitual que envolve os campos religiosos, morais, psicológicos, científicos e se opõe ao determinismo. O indivíduo pode gerar sua ação independente de fatores externos, isto é, sua vontade interna é que decide os atos. Em contrapartida, existe a ideia que se uma consequência gera uma reação e essa reação gera outras e assim por diante, haveria uma possibilidade de prever um resultado final – algo equivalente a teoria do caos. O foco do artigo está em mostrar os pontos fracos da ideia de livre escolha ou livre arbítrio. Leia o restante do artigo ‘Falácias do Livre-arbítrio’ »

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Fake Felicidade: um Status Social

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Eu, em meu momento de ócio produtivo, estava acessando Orkut para fazer minhas coisas rotineiras, acessar as comunidades que, às vezes, acompanho. É bastante comum achar pessoas com aquelas frases: “mais feliz impossível” e coisas do tipo. Como não sei da vida de algumas pessoas, dou o crédito da minha ignorância, isto é, como não sei do fato presumo que possa ser verdade. Em outros casos não é assim, tenho certeza que determinada pessoa está triste, passou por um momento difícil, terminou o relacionamento, tem crises existenciais e outras emices. Então, o que leva a essas pessoas fazerem questão de aparentar uma felicidade para as outras pessoas? Pra que ficar por cima da carne morta? O que se ganha com isso? Não seria infantilidade não assumir um momento crítico? Tentarei explicar essas e outras indagações sobre esse assunto. Leia o restante do artigo ‘Fake Felicidade: um Status Social’ »

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Ensaio sobre a loucura, felicidade e sabedoria.

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Para iniciar esse assunto, nada melhor que falar sobre a obra “Elogio da Loucura” de Erasmo de Rotterdam, onde ele discorre a favor da loucura, defendendo o fato de os loucos (não no sentido patológico da medicina, claro) serem mais felizes, fazendo uma espécie de tributo à loucura.

O “Elogio da Loucura” é repleto de alusões clássicas, escritas no estilo típico dos humanistas do Renascimento. A Loucura se compara a um dos deuses, filha de Plutão e Frescura, educada pela Inebriação e Ignorância, cujos companheiros fiéis incluem Philautia (amor-próprio), Kolakia (elogios), Lethe (esquecimento), Misoponia (preguiça), Hedone (prazer), Anoia (Loucura), Tryphe (falta de vontade), Komos (destempero) e Eegretos Hypnos (sono morto). Leia o restante do artigo ‘Ensaio sobre a loucura, felicidade e sabedoria.’ »

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Preconceito é burrice

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O termo preconceito claramente vem de um conceito inicial antes de ser formado um conceito definitivo. É uma ideia mal formada ou em estágio de formação, é algo incompleto e cheio de lacunas. Porém esse termo tem um sentido pejorativo de qualquer forma de discriminação irracional entre indivíduos ou grupos sociais.

A formação do preconceito é iniciado com o conjunto de crenças do meio social, e estas são alheias de lógica, ética e raciocínio, por esse motivo o preconceito é burrice. Uma ideia mal formada, mal elaborada e proveniente de crenças, logo é algo débil, e põe em prejuízo uma vida saudável num mundo diversificado. Mas é bom salientar que mesmo sendo burro em si, o preconceito alimenta interesses coletivos e, geralmente, vem em confronto com ideias contrárias tradicionais, modo de vida. Isto é, como falei em “evolução das ideias”: as ideias tem certa “vida” e querem “sobreviver” a todo custo na mentalidade das pessoas, a todo custo, mesmo elas sendo falsas, verdadeiras, burras ou inteligentes.

Existem também o esteriótipo: generalização de grupos de indivíduos. Como: “Brasileiros são malandros”, “Baiano é preguiçoso”, “Negro é gaiato” e por ai vai. Como podem perceber, é um preconceito muito genérico e amplamente difundido. E ainda tem a perseguição e confronto entre grupos sociais diferentes: torcidas de futebol são um bom exemplo disso, quantas vezes não vemos torcidas rivais se matando por uma simples partida de futebol? Preconceito é burrice e transforma seres humanos na coisa mais estúpida do universo.

Pra refrescar a memórias das pessoas. A história humana desde sempre apresentou esse tipo de comportamento, os mais recentes estão presentes na Segunda Grande Guerra, Hitler por achar sua raça superior aos demais, perseguia e matava, judeus, ciganos, eslavos, e qualquer minoria. Tinha uma ideia de eugenia, eliminando homossexuais e doentes mentais. Na boa muita gente adorava. Como podem ver, interesses de alguns que se fodam o restante.

O preconceito pode ser dividido em: Racial, Sexual e Social. Muitos acham que no Brasil não existem preconceitos raciais e outros são mais brandos do que em outro lugar, por haver aqui uma variedade de muitas etnias globais e de ideologias, mas se enganam, os esteriótipos carregam o preconceito. Mesmo involuntariamente associamos ao pobre, ao negro, e ao homossexual valores negativos. E quando atribuímos valores positivos, esses valores são também criados a partir dos mesmos esteriótipos. Exemplo: Se o pobre é feliz – ele tem uma vida despreocupada, sem estresse financeiro e leva uma vida simples. Se o negro é feliz – é porque ele gosta de samba e carnaval. Poucas vezes alguém pode qualificar um negro como um advogado, um médico ou político.

Para demonstrar a imbecilidade da discriminação, ela só existe entre seres humanos, alguém já viu um carrocho preto atacar um cachorro branco somente por esse ser branco? Na natureza a única disputa que existe entre seres da mesma espécie se diz a respeito do uso predominante dos recursos e território. Mas nós humanos comemos bem, temos uma lar pra morar, essas questões mundanas de sobrevivência foram superadas, pelo menos por uma grande parte da população, mas porque alimentamos essas coisas estúpidas em nossa cabeça?

O filósofo e jurista italiano Norberto Bobbio propõe a solução:

“Quem quer que conheça um pouco de história, sabe que sempre existiram preconceitos nefastos e que mesmo quando alguns deles chegam a ser superados, outros tantos surgem quase que imediatamente.
Apenas posso dizer que os preconceitos nascem na cabeça dos homens. Por isso, é preciso combatê-los na cabeça dos homens, isto é, com o desenvolvimento das consciências e, portanto, com a educação, mediante a luta incessante contra toda forma de sectarismo. Existem homens que se matam por uma partida de futebol. Onde nasce esta paixão senão na cabeça deles? Não é uma panacéia, mas creio que a democracia pode servir também para isto: a democracia, vale dizer, uma sociedade em que as opiniões são livres e portanto são forçadas a se chocar e, ao se chocarem, acabam por se depurar. Para se libertarem dos preconceitos, os homens precisam antes de tudo viver numa sociedade livre.”

Sugestão de: Rafael Diógenes
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Destino, predestinação e suas falácias

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Muita gente acredita em que vida, morte e diversos acontecimentos já estão definidos antes de acontecer. Por meio de uma simples crendice e analisando pela perspectiva cética, existindo ou não verdade nisso não significa absolutamente nada, NADINHA, em nossa vida. Não é possível provar que é verdade e, também, não dá pra provar que é mentira. Essa ideia de algo que predestina a vida natural ou sobrenatural é intangível ao nosso conhecimento. E a veracidade ou não disso, não acrescenta em nada nosso conhecimento ou alguma expectativa em nossa vida.

Como é impossível prever qualquer coisa além do óbvio, e a existência da consciência ou entidade controladora de eventos do qual não possuímos qualquer informação está totalmente fora da nossa compreensão (que provavelmente não existe). Fica evidente que nossa vida por dedução simples ela é IMPREVISÍVEL, vou repetir: IM-PRE-VI-SÍ-VEL. Acho que fui claro.


Nunca foi tão na moda ser um

Para essa imprevisibilidade notável das coisas pelo meio natural do qual fazemos parte (Irei repetir: Imprevisibilidade para qualquer ser humano, quando digo isso e você ainda não concordar, então quero que você consiga prever algo objetivo, relativamente inesperado, um grau de de clareza nos acontecimentos satisfatório e com uma antecedência de várias horas ou até dias), existe a teoria do caos que em resumo: procura explicar o funcionamento de sistema complexos e dinâmicos. Exemplo: O movimento dos astros, o clima em nosso planeta. O bacana disso é que a dinâmica da natureza é simples, a mecânica, a termodinâmica, e assim por diante, qualquer um que tenha feito o ensino médio relativamente bom, aprendeu sobre a Física. Evidentemente, reunindo todos esses aspectos naturais (Física é isso: estuda fenômenos naturais) em um sistema como o nosso planeta, a complexidade e dinâmica vai pras alturas mas mesmo assim, a natureza é simples.

Até agora, não existe falácia sobre acreditar em destino e em outras bobagens na mesma linha de raciocínio. Mas agora lá vai: Como é possível que pessoas que se dizem cristãs, acreditam em um Deus amoroso e bom (ele faz você se cagar de medo ameaçando o inferno, mas ele te ama, não se esqueça), que deu o livre arbítrio para vivermos a vida do jeito que quisermos. Ora, como pode existir livre arbítrio se suas escolhas já foram pré-estabelecidas e pior, só ele sabe (claro que ninguém prova isso). Isso se resume a muitas outras complexidades, como:
  • Se já está tudo estabelecido, por que Deus não fez algo melhor pra todo mundo ser feliz?
  • Por que ele criou ou permitiu que se criassem coisas negativas (Doenças genéticas, fome, raiva, corrupção) se sabia, e determinou que muitas pessoas sofressem?
  • Se está tudo trilhado, então não importa o que você faça, as coisas não irão mudar por causa de você. Pois já está tudo definido, se todas as pessoas morressem amanhã, isso estaria já pré-determinado e era esperado.
  • Qual o objetivo disso, afinal?

Bem, utilizando minha observação antropológica, notei um certo perfil em pessoas que acreditam em destino:

  • São conformadas com a vida que levam, não possuí crítica sobre fatos complexos, apenas aceitam ideias de coisas que não conhecem bem para satisfazer e dá razão ao conformismo.
  • Já sofreram ou sofrem. E para justificar todo essa dor, se iludem com a perspectiva de um destino. Uma forma de escapismo e não encarar a realidade que é simples: A realidade é dura!
  • Possuí um senso de justiça sobrenatural. Onde quando uma pessoa ruim sofre algum mal é porque ela merece, e está em seu destino. Algo como: “tudo que você faz de ruim, volta para você”. Se fosse uma das leis da mecânica até tudo bem, mas estamos falando de pessoas num sistema dinâmico e se você faz algo de ruim, o mínimo que acontece é seu próprio ato danoso, isto é, você foi um sacana e algo ou alguém se deu mal FIM!. Porém muitas pessoas com esse perfil se esquece de algo simples: Existem pessoas que sofrem pra cacete, e não fizeram algo de ruim, pra nem uma mosca sequer. Isso me lembra a história bíblica de Jó, em que Javé por uma aposta idiota com o Satanás, f#&@ Jó de toda maneira imaginável pra provar ao Diabo que Jó continuaria a louvá-lo (Mas ele não sabe de tudo? Por que ele fez isso? Que noob!). Claro que deus devolveu a Jó tudo que ele perdeu não é? Que nada (Mas Javé pode tudo, ele não devolveu porque não quis)! Na boa, não existe justiça nos eventos: justiça é algo relativo a ética humana e não natural (vivemos na natureza e fazemos parte dela)
  • Falta de conhecimento e por osmose cultural. A pessoa vive cerca de outras que acreditam nessa bobagem, para melhor se adaptar a sociedade a pessoa absorve essas besteiras. Isso é muito fácil de observar: Se você nasce numa tribo de índios na amazônia a possibilidade de continuar sendo índio da amazônia e acreditar em Tupã é imensa, tão grande quanto você nascer em uma família cristã e continuar sendo cristão. Só osmose cultural. Logo, cultura e tradições é apenas uma consequência natural e muito simples. Se fosse diferente: Eu nasci em uma família evangélica que acredita em cobras falantes e que gente nasce de virgens e me torno um muçulmano adorador de Alá… bem já da pra entender meu ponto de vista.

Conhecimento e crítica são os fatos que modelam o ser humano como único. É fácil imitar todos em volta e ser confundido como todos os outros, sei que um simples: “parar pra pensar” faz maravilhas, só que, infelizmente poucos fazem isso.

Mais uma ilusão sem sentido em nossa sociedade.


=) sou mal, não?

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Mentir: Fator de Evolução das Espécies?

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A mentira na natureza é papel fundamental pra sobrevivência de algumas espécies, como o bicho-pau, onde ele usa a camuflagem pra se esconder dos predadores e quando mais jovem se assemelham com escorpiões. E esconder o que de fato você é, enganar o predador, imitar ou simular algum outro animal e ser mais chamativo para as fêmeas é bem comum. Nós humanos somos frutos e fazemos parte deste mundo completamente competitivo.


Mentir é feio meu filho! E além disso você pode acabar virando senador.

Mas o homem é um ser com uma racionalidade bem desenvolvida. Usamos as mentiras muito mais do que objetivos de sobrevivência, fazemos para suprir impulsos ou maximizá-los. Apesar de sermos sociais, preservamos muito mais a nós mesmo do que os outros, desse modo nos tornamos egoístas. E vivemos bem assim, fingimos ser o que não somos, as vezes por não saber o que na realidade somos mas isso fica fundado na necessidade de “se dar bem”, que no fim das contas está relocionado a sobrevivência.

Até mesmo a ajuda a alguém, pode ser considerada uma auto-ajuda. Uma forma de conservar um sentimento altruísta sem parcela de egóismo, ou se sentir útil, ter uma ultilidade na vida.

Depois de ler um pouco sobre o assunto me deparei com a pesquisa dos genes egoístas. Uma boa leitura a todos.

Ah e sim! No post anterior me referi a mais ou menos isso:
A BÍBLIA E O CRISTIANISMO – AS ORIGENS HISTÓRICAS

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Evolução das Idéias

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A evolução já é um fato científico, mas existem gente que teima o contrário, o que é futil de se fazer. Algumas pessoas acham que algo veio do nada, e quando eu digo nada, é realmente nada.

Analisando um pouco sobre as idéias e nossa capacidade de imaginar qualquer coisa. Podemos dividir as idéias em abstrações ou concretas, essas últimas são resultado ou pré-resultado de um fato concreto, sendo mais simples, essas ideias são consideradas como verdades, simples assim. Enquanto o outro segmento de idéias não  tem base em algo concreto ou fato real, geralmente provém de mitos, e de experiências pessoas produzidas por uma concepção da realidade individual ou de algum interesse nisso. Quando falo interesse me refiro a você aumentar um pouco a história (sendo real ou não) para um proveito próprio, seja para re-alimentar o seu pensamento como verdadeiro ou para algum outra vantagem social.

Então o que acontece: somos bombardeados por ideias alheias, a todo momento, algumas são verdade e outras não. Como identificar? É simples, so usar a crítica. Procure alguma evidência para sustentar a ideia que estão lhe passando. Analise com outras ideias, procurando mais evidências. Nesse momento você chega a uma conclusão mais sólida que se não tivesse feito nada para testar a veracidade, apesar que isso não quer dizer que a ideia é verdadeira, porem ela ficou “menos falsa”. OK, isso até pode não significar alguma coisa, mas significa!

As ideias que a pessoa possui ela tenta disseminar para as outras, sendo verdade ou não, como um ser vivo de verdade, ela evolui, ela é moldada, incrementada até chegar numa conclusão plena, quase definitiva, ou definitiva de fato (baseando que a ideia pode ter subssídio real, natural. Mas quando a ideia é feita de um mito absurdo, como ela se comporta? Do mesmo jeito! Ela tenta se reproduzir nas mentes das  pessoas, porém existe uma diferença.

A diferença substancial está no sentido de não existir crítica, pelo contrário até, as outras ideias, ou fatos se transformam em um re-justificativa para auto afirmação da idéia, mesmo sendo essas novas idéias verdadeiras ou não. E todo tipo de afirmação contrária é altamente ignorada, não merecendo qualquer tipo de investigação.

Então é assim que funciona as idéias, elas não querem morrer, elas insistem em se espalhar mesmo não existindo os fatos reais em que a provem. E as idéias criam formas de sobreviverem.

Evidente que eu não acredito que ideias são seres vivos, foi apenas uma analogia. As ideias fazem parte da gente, de nossa identidade, coisa que não deviam ser, pois ideias não são fatos, nós somos fatos, nós existimos, somos concretos, ideias existem, mas são abstratas, e coisas abstratas, por lógica não deviam ser levadas tão a sério, principalmente, quando são provadas que são falsas.

Então, vocês já pararam pra pensar que as coisas que estão na sua cabeça, que mitos e histórias, são apenas mais uma de várias mentiras que estão na nossa vida para beneficiar algumas pessoas como uma forma de controle social? Já que as pessoas vão ter as mesmas ideias, é compreensivel que elas se comportem de uma maneira parecida.

Ideias como forma de controle, genial não? E quem controla sabe disso? Talvez sim, talvez não, mas isso pouco importa, pois isso não muda o controle que ela tem sobre os outros, mesmo ela acreditando na mesma mentira que você.

Reflitam isso jovens!

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