No momento que criei o blog já esperava por uma certo atrito por partes de muitos religioso, mas o que me deixa bastante intrigado é que artigos que criticam a doutrina espíritas com suas falácias, contradições, superficialidade, charlatanismo e outros belos adjetivos usados para qualificar coisas oriundas das religiões. Até imaginava aparecer evangélicos fanáticos, ou algum cristão maluco. Pelo contrário, o atrito veio por parte de pessoas que são ligadas ao espiritismo. Leia o restante do artigo ‘Chico Xavier: Charlatanismo que vira filme’ »
Chico Xavier: Charlatanismo que vira filme
Vida Extraterrestre – Falácias do Espiritismo II
Continuando a saga anterior, onde os fundamentos do espiritismo são baseados em “papo pra boi dormir” e inúmeras fantasias pseudocientíficos vindas de uma crendice tão vulgar quanto qualquer outra. Irei falar sobre algo muito, mas muito mesmo explorada por essa doutrina durante mais de um século: “Vida em outros planetas”.
Antigamente não era difícil imaginar deuses como astros, ou planetas tão disponíveis a vida como o nosso. Claro que até hoje se inventa histórias de contatos e abduções, porém, com o nosso poderio científico, essas bobagens são rapidamente refutadas e voltam sempre do lugar onde nunca deveriam ter partido (talvez indo no máximo para um livro ou filme de ficção). Mas naquele tempo era comum inventar mil bobagens, principalmente com a ICAR enfraquecida depois da revolução protestante – depois dessa ela não tinham mais moral pra fazer churrasco de hereges no rolete.
Assim abrem-se as portas dos desesperados para a livre interpretação, tradução, remasterização, remixagem e qualquer outra ‘mistureba’ que se possa imaginar, mas nada se compara o que temos hoje. A Bíblia é um livro tão legal que você pode criar igrejas e doutrinas, apenas analisando algumas coisas do seu ponto de vista, isto é, se você for um assassino, lhe dá total razão pra você matar alguém. Se você for um rapaz alegre, terás todo o suporte de amor, bondade e perdão. Se você for machista, intolerante e arrogante, então, prato cheio. Não é a toa que existem milhares de congregações que se acham a verdadeira palavra e, ao mesmo tempo, são contraditórias entre si (baseadas na Bíblia, estão certas mesmo porque contradição é o que não falta). Mas não vim aqui pra falar mal da Bíblia, não ainda.
Allan Kardec, recebendo a pomba gira ou outro espírito de porco (não existiam palmeirenses mortos ainda), acabou inventando um monte de abobrinha, de dimensões cósmicas.
Em LE, cap III, 55:” São habitados todos os globos que se movem no espaço?” [Resposta dos espíritos]: “Sim…”
Ui, deu um calafrio agora. Vamos continuar antes que algo puxe a minha perna.
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Allan Kardec Racista e Mau Caráter – Falácias do Espiritismo I
Nessa vida vemos coisas absurdas, e elas parecem que estão tão enraizadas no cotidiano das pessoas que se tornaria normal a existência de vampiros, lobisomens, mortos-vivos, políticos honestos e televisão comprometida com a verdade. Em um episódio recente, um colega de trabalho relatou sobre sua experiência com uma médium. Ele foi abordado por essa elementa, e foi alertado estar do lado de um espírito de uma “velha corcunda” com a aparência feliz (Uau!). O rapaz em questão se lembrou de uma avó já falecida. Então a suposta médium apenas exclamou esse encosto de 3º grau e não falou nada relevante para o rapaz. O que é comum, já que médium não falam com precisão, apenas palpites genéricos que poderiam ser atrelados a qualquer pessoa, por exemplo, tenho uma tia velha e meio corcunda também, porém ela está viva, graças a Buda.
Então, eu, detentor de grandes capacidades cognitivas perguntei: “Ela (a merdium) falou algo específico sobre a assombração com um lombo nas costas?” [não falei com essas palavras amigáveis]. A resposta, foi óbvia, esperada e totalmente previsível: “Não…”.
Tenho alguns amigos espíritas, mas acredito que pessoas são mais importantes do que ideias, por isso vou falar de algumas escrotices do espiritismo. Uma das que eu achei muito, mas muito ridícula, nojenta e idiota foi referente ao racismo. Isso ai, os negros são classificados como raça inferior, não são desenvolvidos, são burros e selvagens, assim como os orientais, os índios e outros povos que não são civilizados. Os brancos europeus são altamente civilizados, só mataram alguns milhares de judeus, escravizaram os negros africanos, dizimaram os índios da América, queimaram gente inocente vivos em fogueiras, enforcados, esquartejados e torturados. Isso é algo que os descendentes dessa cultura bizarra sempre se esquecem quando lhes convém.
Agora veremos, logo no início do Espiritismo como uma ideia coloca o fato das raças ’selvagens’ em detrimento em relação ao europeu, retirado da ‘Revista Espírita de abril de 1862′:
Tomemos por exemplo o instinto da destruição; este instinto é necessário, porque, na Natureza, é preciso que tudo se destrua para se renovar; é por isso que todas as espécies vivas são, ao mesmo tempo, agentes destruidores e reprodutores. Mas o instinto de destruição isolado é um instinto cego e brutal; ele domina entre os povos primitivos, entre os selvagens, cuja alma não adquiriu ainda as qualidades reflexivas próprias para regularem a destruição numa justa medida. O selvagem feroz pode, numa só existência, adquirir as qualidades que lhe faltam? Que educação dar-lhe-íeis, desde o berço, para fazerdes deles um São Vicente de Paulo, um sábio, um orador, um artista? Não; é materialmente impossível. E, no entanto, esse selvagem tem uma alma; qual é a sorte dessa alma depois da morte? É punida por seus atos bárbaros que nada reprimiu? Está colocada em posição igual à do homem de bem? Um não é mais racional que o outro? Está, então, condenada a permanecer eternamente num estado misto, que não é nem a felicidade e nem a infelicidade? Isso não seria justo; porque,se não é mais perfeita, isso não dependeu dela. Não podeis sair desse dilema senão admitindo a possibilidade de um progresso; ora, como pode progredir, se não for tomando novas existências? Poderá, direis, progredir como Espírito, sem retornar sobre a Terra. Mas, então, por que nós, civilizados, esclarecidos, nascemos na Europa antes que na Oceania? em corpos brancos antes que em corpos negros? Por que um ponto de partida tão diferente, se não se progride senão como Espírito? Por que Deus nos isentou do longo caminho que o selvagem deve percorrer? Nossas almas seriam de uma outra natureza que a sua? Por que, então, procurar fazê-lo cristão? Se o fazeis cristão, é que o olhais como vosso igual diante de Deus; se é vosso igual diante de Deus, porque Deus vos concede privilégios? Agiríeis inutilmente, não chegaríeis a nenhuma solução senão admitindo, para nós um progresso anterior, para o selvagem um progresso ulterior; se a alma do selvagem deve progredir ulteriormente, é que ela nos alcançará; se progredimos anteriormente, é que fomos selvagens, porque, se o ponto de partida for diferente, não há mais justiça, e se Deus não é justo, não é Deus. Eis, pois, forçosamente, duas existências extremas: a do selvagem e a do homem mais civilizado; mas, entre esses dois extremos, não encontrais nenhum intermediário? Segui a escala dos povos, e vereis que é uma cadeia não interrompida, sem solução de continuidade. Ainda uma vez, todos esses problemas são insolúveis sem a pluralidade das existências. Dizei que os Zelandeses renascerão entre um povo um pouco menos bárbaro, e assim por diante até à civilização, e tudo se explica; que se, em lugar de seguir os degraus da escala, vencer todos de repente e sem transição entre nós, e nos dará o odioso espetáculo de um Dumollard, que é um monstro para nós, e que nada apresentou de anormal entre as populações da África central, de onde talvez saiu. Assim é que, fechando-se numa só existência, tudo é obscuridade, tudo é problema sem resultado; ao passo que, com a reencarnação, tudo é claro, tudo é solução.
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