Continuando a saga anterior, onde os fundamentos do espiritismo são baseados em “papo pra boi dormir” e inúmeras fantasias pseudocientíficos vindas de uma crendice tão vulgar quanto qualquer outra. Irei falar sobre algo muito, mas muito mesmo explorada por essa doutrina durante mais de um século: “Vida em outros planetas”.
Antigamente não era difícil imaginar deuses como astros, ou planetas tão disponíveis a vida como o nosso. Claro que até hoje se inventa histórias de contatos e abduções, porém, com o nosso poderio científico, essas bobagens são rapidamente refutadas e voltam sempre do lugar onde nunca deveriam ter partido (talvez indo no máximo para um livro ou filme de ficção). Mas naquele tempo era comum inventar mil bobagens, principalmente com a ICAR enfraquecida depois da revolução protestante – depois dessa ela não tinham mais moral pra fazer churrasco de hereges no rolete.
Assim abrem-se as portas dos desesperados para a livre interpretação, tradução, remasterização, remixagem e qualquer outra ‘mistureba’ que se possa imaginar, mas nada se compara o que temos hoje. A Bíblia é um livro tão legal que você pode criar igrejas e doutrinas, apenas analisando algumas coisas do seu ponto de vista, isto é, se você for um assassino, lhe dá total razão pra você matar alguém. Se você for um rapaz alegre, terás todo o suporte de amor, bondade e perdão. Se você for machista, intolerante e arrogante, então, prato cheio. Não é a toa que existem milhares de congregações que se acham a verdadeira palavra e, ao mesmo tempo, são contraditórias entre si (baseadas na Bíblia, estão certas mesmo porque contradição é o que não falta). Mas não vim aqui pra falar mal da Bíblia, não ainda.
Allan Kardec, recebendo a pomba gira ou outro espírito de porco (não existiam palmeirenses mortos ainda), acabou inventando um monte de abobrinha, de dimensões cósmicas.
Em LE, cap III, 55:” São habitados todos os globos que se movem no espaço?” [Resposta dos espíritos]: “Sim…”
Ui, deu um calafrio agora. Vamos continuar antes que algo puxe a minha perna.
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