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Artigos com a Tag Sociedade

Sobre o Poder: Justiça, uma invenção humana

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O nosso senso de justiça sempre foi presente nos primórdios de nossa história, naquele tempo a organização era tribal ou familiar, e muitos conflitos eram resolvidos usando a ‘lei de talião‘. Pra quem não sabe, é uma justiça punitiva espelhada: “olho por olho, dente por dente”. Assim, criminosos eram punidos com as próprias mãos dos que tinham interesse em punir, e de certa maneira isso não era muito organizado e não faltava gente morrendo.

Com o surgimento das grandes civilizações e impérios, o Estado surgiu para controlar as atividades humanas, como também organizar a matança do povo (estavam de saco cheio com pequenas guerrinhas de vizinhos e resolveram acabar com a festa). O primeiro  conjunto de leis mais antigo conhecido foi o Código de Hamurabi, surgiu na Mesopotâmia por volta de 1790 AEC, era basicamente um código civil e penal. E depois dele muitos outros povos copiaram como os Hebreus, por exemplo.

Queria ter inventado essa

Depois na antiga Grécia, com o advento dos filósofos, a justiça ganhou uma nova roupagem, não era mais um modo de controlar o povo, mas também de promover a igualdade entre as pessoas (pelo menos os que não eram escravos ou coisa do tipo). Isso se deve ao pensamento do bem-comum, o Estado com papel de prover o bem estar da população mediante as leis igualitárias que beneficiasse a todos e não algumas classes ou pessoas distintivamente, escritas na obra República. Mas naquele tempo ninguém levava os gregos sofistas muito a sério, então essa justiça foi colocada na geladeira e ganhou força com a ascensão de Roma (A partir daqui a justiça é representada como uma mulher de olhos vendados, segurando uma balança e uma espada. Devo confessar que é bonita a simbologia, e também é um fetiche bem estranho por sinal).  E de lá para cá a coisa se aperfeiçoou e hoje temos essa avançadíssima lei que nos coordena para vivermos em harmonia, paz e amor [sarcasmo/].

Uma obra muito interessante sobre a Justiça está no livro Leviatã de Thomas Hobbes. Como princípio o autor diz que os seres humanos são egoístas por natureza (oh rly?) e que o Estado tem que intervir nas relações humanas por meio de um contrato social (Quer ser brasileiro? Assine aqui, aqui e aqui). Assim as pessoas concordariam em viver em paz em contrapartida deveriam possuir obrigações e serem obedientes as regras vigentes e podendo ser punidas por um “Leviatã”, que no caso seria o próprio Estado com representação de alguém ou de algum grupo de pessoas. Como podem ver, é isso que acontece em qualquer estado de direito, com a exceção que você está inserido no contrato muito antes de nascer (muito over Power isso). A princípio o contrato deveria ser por meio da associação, não pela submissão. Leia o restante do artigo ‘Sobre o Poder: Justiça, uma invenção humana’ »

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Preconceito é burrice

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O termo preconceito claramente vem de um conceito inicial antes de ser formado um conceito definitivo. É uma ideia mal formada ou em estágio de formação, é algo incompleto e cheio de lacunas. Porém esse termo tem um sentido pejorativo de qualquer forma de discriminação irracional entre indivíduos ou grupos sociais.

A formação do preconceito é iniciado com o conjunto de crenças do meio social, e estas são alheias de lógica, ética e raciocínio, por esse motivo o preconceito é burrice. Uma ideia mal formada, mal elaborada e proveniente de crenças, logo é algo débil, e põe em prejuízo uma vida saudável num mundo diversificado. Mas é bom salientar que mesmo sendo burro em si, o preconceito alimenta interesses coletivos e, geralmente, vem em confronto com ideias contrárias tradicionais, modo de vida. Isto é, como falei em “evolução das ideias”: as ideias tem certa “vida” e querem “sobreviver” a todo custo na mentalidade das pessoas, a todo custo, mesmo elas sendo falsas, verdadeiras, burras ou inteligentes.

Existem também o esteriótipo: generalização de grupos de indivíduos. Como: “Brasileiros são malandros”, “Baiano é preguiçoso”, “Negro é gaiato” e por ai vai. Como podem perceber, é um preconceito muito genérico e amplamente difundido. E ainda tem a perseguição e confronto entre grupos sociais diferentes: torcidas de futebol são um bom exemplo disso, quantas vezes não vemos torcidas rivais se matando por uma simples partida de futebol? Preconceito é burrice e transforma seres humanos na coisa mais estúpida do universo.

Pra refrescar a memórias das pessoas. A história humana desde sempre apresentou esse tipo de comportamento, os mais recentes estão presentes na Segunda Grande Guerra, Hitler por achar sua raça superior aos demais, perseguia e matava, judeus, ciganos, eslavos, e qualquer minoria. Tinha uma ideia de eugenia, eliminando homossexuais e doentes mentais. Na boa muita gente adorava. Como podem ver, interesses de alguns que se fodam o restante.

O preconceito pode ser dividido em: Racial, Sexual e Social. Muitos acham que no Brasil não existem preconceitos raciais e outros são mais brandos do que em outro lugar, por haver aqui uma variedade de muitas etnias globais e de ideologias, mas se enganam, os esteriótipos carregam o preconceito. Mesmo involuntariamente associamos ao pobre, ao negro, e ao homossexual valores negativos. E quando atribuímos valores positivos, esses valores são também criados a partir dos mesmos esteriótipos. Exemplo: Se o pobre é feliz – ele tem uma vida despreocupada, sem estresse financeiro e leva uma vida simples. Se o negro é feliz – é porque ele gosta de samba e carnaval. Poucas vezes alguém pode qualificar um negro como um advogado, um médico ou político.

Para demonstrar a imbecilidade da discriminação, ela só existe entre seres humanos, alguém já viu um carrocho preto atacar um cachorro branco somente por esse ser branco? Na natureza a única disputa que existe entre seres da mesma espécie se diz a respeito do uso predominante dos recursos e território. Mas nós humanos comemos bem, temos uma lar pra morar, essas questões mundanas de sobrevivência foram superadas, pelo menos por uma grande parte da população, mas porque alimentamos essas coisas estúpidas em nossa cabeça?

O filósofo e jurista italiano Norberto Bobbio propõe a solução:

“Quem quer que conheça um pouco de história, sabe que sempre existiram preconceitos nefastos e que mesmo quando alguns deles chegam a ser superados, outros tantos surgem quase que imediatamente.
Apenas posso dizer que os preconceitos nascem na cabeça dos homens. Por isso, é preciso combatê-los na cabeça dos homens, isto é, com o desenvolvimento das consciências e, portanto, com a educação, mediante a luta incessante contra toda forma de sectarismo. Existem homens que se matam por uma partida de futebol. Onde nasce esta paixão senão na cabeça deles? Não é uma panacéia, mas creio que a democracia pode servir também para isto: a democracia, vale dizer, uma sociedade em que as opiniões são livres e portanto são forçadas a se chocar e, ao se chocarem, acabam por se depurar. Para se libertarem dos preconceitos, os homens precisam antes de tudo viver numa sociedade livre.”

Sugestão de: Rafael Diógenes
Podem sugerir artigos, matérias ou enviá-las para nós. Só entrar em contato!

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Lei de Lenz explica… o que Frued não explica

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Algumas coisas são curiosas, principalmente a respeito dos seres vivos e como eles se comportam no meio em que vivem. É difícil definir regras e padrões, porém, existe a Teoria da Evolução que explica toda a diversidade biológica de nosso planeta. Existe a psicologia, sociologia que são ditas ciências humanas, que o objeto do estudo é o ser humano em sua individualidade e em sua coletividade: Define-se os conflitos, causas, consequências, soluções e toda a problemática que nos envolve e sufoca.

Pra quem conhece um pouco de eletro-magnetismo existe a Lei de Lenz que diz:

“a corrente induzida tem sentido oposto ao sentido da variação do campo magnético que a gera.”

Em outras palavras, a corrente que é gerada é diretamente proporcional ao campo magnético e inversamente proporcional ao tempo de aproximação, isto é, quanto maior a intensidade do campo e quanto menor a variação de velocidade a corrente gerada será maior. Esse é o princípio de indução eletro-magnética. Onde existe corrente elétrica existe também a diferença de potencial. E isso não é tudo, ao se aproximar da fonte magnética, o imã, o metal em forma de espira, que é comumente usado, cria uma corrente com o objetivo de gerar um campo magnético afim de repelir o campo magnético (Se o campo for positivo a espira cria um campo positivo também, pra quem não sabe, polos iguais se repelem). Depois, se o campo magnético se distancia da espira é gerado uma nova corrente afim de atrair o campo magnético novamente, uma corrente em sentido oposto ao caso anterior e com a polaridade negativa (polos diferentes se atraem). Abaixo uma imagem que ilustra os dois casos.

uma imagem vale por mil palavras

Os geradores das usinas hidroelétricas, eólicas, termoelétricas, nucleares, etc. usam esse princípio de indução pra gerar energia elétrica na forma alternada (Ou vocês achavam que se construíam baterias gigantes?). Bacana! Então quando você estiver perdido em uma ilha deserta e possuir uma pedra imã e um fio de cobre, poderá criar energia elétrica.
Como vocês notaram, a natureza é harmoniosa e qualquer mudança rápida e intensa é combatida imediatamente com a mesma intensidade. Vejam só, o mesmo ocorre em todo o universo, isso é uma Lei, e uma lei física se aplica em todo o universo conhecido até agora. E existe uma série de semelhanças com a nossa própria vida humana natural.
Quando um rapaz quer conquistar uma moça (moça de família, entende) ele não pode ir querendo sexo ou querendo casar e ter filhos de imediato, por um fato simples: Isso assusta! Imagina só um desconhecido dizendo que lhe ama tirando a roupa e dando um anel de casamento? Faz algum sentido? Não! Você irá combater essa atitude para evitar, chamar a policia ou chutar o tarado bem nas bolas e fugir: Você está sendo, nesse momento, uma espira que quer repelir o imã malvado e tarado para longe. Em outro caso, o rapaz veio devagar, levou para algum restaurante, deu flores, mostrou-se que era um bom rapaz, agora estão namorando, ficaram noivos se casam, estão tendo um vida feliz juntos e de repente o maluco diz: “Falou!” e vai embora imediatamente. Isso deve chocar a princípio, então você vai atrás dele, chora, diz que vai ser melhor, que vai morrer se ele for embora, e outras coisas para se ganhar um Oscar. Nesse momento você está sendo a espira que não quer que imã legal deixe a sua vida e tenta atraí-lo desesperadamente. Antes você queria dar um chute na bolas desse tarado e agora não consegue viver sem ele, Lenz dá, Lenz tira.
Evidentemente, NÂO somos espiras, não criamos diferença de potencial quando as mudanças bruscas surgem de para-quedas, mas SIM nós combatemos a mudança. Alguns podem achar que posso até ter razão mas por alguma coisa, desconfiança ou medo, se opõem as minhas ideias, mesmo elas fazem sentido. Mas o que me conforta é que mesmo se ela não fizesse sentido nenhum você também teria a mesma reação.
Por um lado isso é bom! Claro que é bom, as mudanças acabam com a harmonia, deixam as coisas de pernas pro ar, fora do habitual, mas porra! não somos espiras! Somos pessoas racionais, ou é o que parecemos algumas vezes ser. Então por que não usar nosso raciocínio para entender a realidade e sermos mais críticos e ativos, sempre procurando algo concreto ou fundamentando nossas ideias nelas. Mas a mudança repentina vai ser sempre combatida, então para o convencimento acontece através de um longo tempo do que pela verdade em si mesma. E isso me entristece, pois pra convencer alguém sobre a verdade leva o mesmo tempo para convencer a pessoa da mentira (Se houve um benefício proveniente da mentira, então a facilidade é aumentada, é como por KY na cabeça das pessoas).


Gosto de injetar ideias sem artifícios

Então da pra concluir muitas coisas em nossa vida a partir disso, aproveite que você leu e diga um caso em sua vida. xD
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Destino, predestinação e suas falácias

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Muita gente acredita em que vida, morte e diversos acontecimentos já estão definidos antes de acontecer. Por meio de uma simples crendice e analisando pela perspectiva cética, existindo ou não verdade nisso não significa absolutamente nada, NADINHA, em nossa vida. Não é possível provar que é verdade e, também, não dá pra provar que é mentira. Essa ideia de algo que predestina a vida natural ou sobrenatural é intangível ao nosso conhecimento. E a veracidade ou não disso, não acrescenta em nada nosso conhecimento ou alguma expectativa em nossa vida.

Como é impossível prever qualquer coisa além do óbvio, e a existência da consciência ou entidade controladora de eventos do qual não possuímos qualquer informação está totalmente fora da nossa compreensão (que provavelmente não existe). Fica evidente que nossa vida por dedução simples ela é IMPREVISÍVEL, vou repetir: IM-PRE-VI-SÍ-VEL. Acho que fui claro.


Nunca foi tão na moda ser um

Para essa imprevisibilidade notável das coisas pelo meio natural do qual fazemos parte (Irei repetir: Imprevisibilidade para qualquer ser humano, quando digo isso e você ainda não concordar, então quero que você consiga prever algo objetivo, relativamente inesperado, um grau de de clareza nos acontecimentos satisfatório e com uma antecedência de várias horas ou até dias), existe a teoria do caos que em resumo: procura explicar o funcionamento de sistema complexos e dinâmicos. Exemplo: O movimento dos astros, o clima em nosso planeta. O bacana disso é que a dinâmica da natureza é simples, a mecânica, a termodinâmica, e assim por diante, qualquer um que tenha feito o ensino médio relativamente bom, aprendeu sobre a Física. Evidentemente, reunindo todos esses aspectos naturais (Física é isso: estuda fenômenos naturais) em um sistema como o nosso planeta, a complexidade e dinâmica vai pras alturas mas mesmo assim, a natureza é simples.

Até agora, não existe falácia sobre acreditar em destino e em outras bobagens na mesma linha de raciocínio. Mas agora lá vai: Como é possível que pessoas que se dizem cristãs, acreditam em um Deus amoroso e bom (ele faz você se cagar de medo ameaçando o inferno, mas ele te ama, não se esqueça), que deu o livre arbítrio para vivermos a vida do jeito que quisermos. Ora, como pode existir livre arbítrio se suas escolhas já foram pré-estabelecidas e pior, só ele sabe (claro que ninguém prova isso). Isso se resume a muitas outras complexidades, como:
  • Se já está tudo estabelecido, por que Deus não fez algo melhor pra todo mundo ser feliz?
  • Por que ele criou ou permitiu que se criassem coisas negativas (Doenças genéticas, fome, raiva, corrupção) se sabia, e determinou que muitas pessoas sofressem?
  • Se está tudo trilhado, então não importa o que você faça, as coisas não irão mudar por causa de você. Pois já está tudo definido, se todas as pessoas morressem amanhã, isso estaria já pré-determinado e era esperado.
  • Qual o objetivo disso, afinal?

Bem, utilizando minha observação antropológica, notei um certo perfil em pessoas que acreditam em destino:

  • São conformadas com a vida que levam, não possuí crítica sobre fatos complexos, apenas aceitam ideias de coisas que não conhecem bem para satisfazer e dá razão ao conformismo.
  • Já sofreram ou sofrem. E para justificar todo essa dor, se iludem com a perspectiva de um destino. Uma forma de escapismo e não encarar a realidade que é simples: A realidade é dura!
  • Possuí um senso de justiça sobrenatural. Onde quando uma pessoa ruim sofre algum mal é porque ela merece, e está em seu destino. Algo como: “tudo que você faz de ruim, volta para você”. Se fosse uma das leis da mecânica até tudo bem, mas estamos falando de pessoas num sistema dinâmico e se você faz algo de ruim, o mínimo que acontece é seu próprio ato danoso, isto é, você foi um sacana e algo ou alguém se deu mal FIM!. Porém muitas pessoas com esse perfil se esquece de algo simples: Existem pessoas que sofrem pra cacete, e não fizeram algo de ruim, pra nem uma mosca sequer. Isso me lembra a história bíblica de Jó, em que Javé por uma aposta idiota com o Satanás, f#&@ Jó de toda maneira imaginável pra provar ao Diabo que Jó continuaria a louvá-lo (Mas ele não sabe de tudo? Por que ele fez isso? Que noob!). Claro que deus devolveu a Jó tudo que ele perdeu não é? Que nada (Mas Javé pode tudo, ele não devolveu porque não quis)! Na boa, não existe justiça nos eventos: justiça é algo relativo a ética humana e não natural (vivemos na natureza e fazemos parte dela)
  • Falta de conhecimento e por osmose cultural. A pessoa vive cerca de outras que acreditam nessa bobagem, para melhor se adaptar a sociedade a pessoa absorve essas besteiras. Isso é muito fácil de observar: Se você nasce numa tribo de índios na amazônia a possibilidade de continuar sendo índio da amazônia e acreditar em Tupã é imensa, tão grande quanto você nascer em uma família cristã e continuar sendo cristão. Só osmose cultural. Logo, cultura e tradições é apenas uma consequência natural e muito simples. Se fosse diferente: Eu nasci em uma família evangélica que acredita em cobras falantes e que gente nasce de virgens e me torno um muçulmano adorador de Alá… bem já da pra entender meu ponto de vista.

Conhecimento e crítica são os fatos que modelam o ser humano como único. É fácil imitar todos em volta e ser confundido como todos os outros, sei que um simples: “parar pra pensar” faz maravilhas, só que, infelizmente poucos fazem isso.

Mais uma ilusão sem sentido em nossa sociedade.


=) sou mal, não?

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Educação no Brasil

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Educação brasileira está morta!
by: Brasileiros

É uma tristeza dizer isso, mas é verdade. A política de educação em nosso país é uma das piores, o incentivo é pouco, os professores são mau pagos, falta infra-estrutura, falta vergonha na cara para implantar soluções já existentes em muitos outros países pelo mundo.

A punhalada fatal é a progressão automática do aluno, que empurra com a barriga seres semi-pensantes a um status de graduados. Onde o professor é coagido a passar alunos despreparados pela política educacional, onde é melhor ter em pesquisas do IBGE que existem mais escolarizados hoje do que, de fato, ter poucos escolarizados, mas escolarizados de verdade.

E essa bangunça está presente em todas as classes sociais, claro que em proporções consideráveis. Não existe o despertar do conhecimento, apenas um jogo de decoreba passada a ano após ano. Assim, é fácil esquecer conteúdo onde não existe o porque ou muito menos como aplicá-lo. Qual o sentido disso tudo?

Desde da educação básica até a universidade a mentalidade é a mesma. Até pensei que em um curso de graduação houvesse mais comprometimento em aprender e gerar novos conhecimentos, mas raramente é assim. Mais decoreba, pouco incentivo. No ingresso em uma faculdade colegas são apenas colegas, não interegem, não produzem idéias. A individualidade governa geral, parecendo mais um curso médio (e este nem devia ser assim também) do que um curso acadêmico. Houve até um episódio onde um colega insistiu em me pagar (e insistiu mesmo) por ajudá-lo em uma disciplina.

Acredito que o conhecimento é um bem muito precioso de alguem, conhecimento gera: mais conhecimento, qualidade de vida, respostas para problemas humanos, etc. E esqueçam que dinheiro gera dinheiro, pode ate “gerar” mas é através da ganância, da miséria ou prejuízo de alguns, de mentiras (ah sim, pergunte a algum vendedor se o produto dele é ruim, mesmo se for, ele não vai dizer que é).

Um texto por deveras interessante sobre a educação que posso recomendar é: Dever ser brincadeira, Sr Feyman!

Pensem e não permitam que toda essa riqueza perca o seu valor.


Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência
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Futebol: Paixão vs Alienação.

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Hello, cheerleaders do meu Brasil,
hoje venho aqui escrever sobre uma paixão minha, ou melhor
a respeito de uma Paixão nossa, A Paixão Nacional: O polêmico e excitante Futebol.
Nossa sim, aquele que nunca parou em frente a TV, pelo menos por alguns minutos, para prestigiar aquele gol escândalo, que atire a primeira bola.

Mas não fiquem ouriçadas, não venho falar do jogo em si, de seus resultados, regras, loucuras e afins.
Quero falar de um futebol fora das quatro linhas do campo, em um contexto social muito mais amplo;
Um futebol que é prioridade de vida para a maioria da população de um país inteiro.Um fenômeno que consegue ser, para muitos, mais importante que as dívidas e a família, mais importante que educação, saúde e emprego.
Mais relevante que uma eleição presidencial.

Estado de alienação que ilustra bem o que quero dizer.

O futebol enquanto esporte e opção de lazer é relevantemente saudável e prazeroso. Agora, a relação doentia que o brasileiro tem com ele é que o torna um problema.
Quantas vezes já nos deparamos com as seguintes afirmações:

“Faltei aula pra ver meu timão jogar…” (Eu mesma, morro de dizer isso)
“Deixei minha mulher por causa do meu time…” (Coooooorno!!)
“Já briguei com o mundo por causa de futebol…” (Normal… huehueue)
“Mato e morro pelo meu time…” (Louco)
“Futebol é religião…” (Pelo menos a bola é real, hein?)

Futebol e religião – Esse é um dos primeiros pontos a serem analisados – esta analogia barata, onde o torcedor é visto como um religioso fanático, incrivelmente alienado pelas situações que lhe são impostas e facilmente manuzeáveis pelos responsáveis do seu ‘vício’. É aqui que se encontram os torcedores mais doentes, aqueles capazes de venderem a alma pra ver seu time campeão, funcionando com um dízimo para a entrada no céu. É a forma mais preocupante, ao meu ver.

Seguidores fiéis da religião Corinthiana.

Quando tento relacionar futebol e religião, me firmo na idéia de que o ser humano está sempre procurando alguma razão para existir, algo no que acreditar, que lhes dêem aquela sensação de preenchimento, de saciedade relativa, estando sempre à procura de um salvador e assim são explorados pelos espertalhões. Procurando fugir de diferentes maneiras deste ‘vazio’, as pessoas veem na sociedade vários mecanismos de fuga: Deus, drogas, religião… (isso não é redundância, povo maldoso. kkkk) Enfim, acredito que o futebol funcione como um ‘ópio’ para grande parte de nossa brava gente brasileira… E o time funcione como um Deus. É onde a pessoa compensa as desigualdades sociais, onde a galera sacia a fome, extravaza a tensão…

Quem me conhece, sabe que sou uma viciada por futebol e consequente louca pelos meus dois times. Portanto, não é minha intenção deturpar a imagem do nosso querido bate-bola; muito pelo contrário, eu, no papel de admiradora desse esporte, me sinto na obrigação de falar sobre esse fenômeno que afeta diretamente a vida de milhões e milhões de pessoas.

Torcer é bom demais. É saudável ficar rouca com os gritos de gol e depois comemorar cantando músicas de baixo nível “Cearagay chuuupa, pam pam pam”, proferindo ódio mortal ao eterno arquiinimigo. Isso é o bom do futebol: a oportunidade de interação, das brincadeiras, da felicidade, cumplicidade com o torcedor ao lado, da festa, do espetáculo da bola…
Leãããão, nós gostamos de voceeeeÊ!


Mas parou por aí, não comecem a partir para agressão física e pessoal que eu pego o beco. Sempre que vejo gente morrendo por conta de Torcida Organizada, morro de vergonha por saber que participei de tal evento, e que, mesmo indiretamente, contribui com toda aquela palhaçada sanguinária; porque agressão física é o fim da civilidade, é retroceder a uma fase histórica em que a fala não existia, em que a comunicação era através da força bruta. Pra que transformar uma festa tão linda em atos irracionais?

O fanatismo acarreta, em certa medida, efeitos perversos.

É necessário compreender que o futebol é uma forma de encontro social, que move as relações sociais, as interações sociais e, por isso, constitui uma forma de contato e de comunicação social e humana, independentemente das classes sociais dos torcedores… Futebol, para nós pobres torcedores, é diversão E SÓ.

O aspecto positivo do futebol é esse: a idéia da confraternização, da festa, da admiração da forma da arte e técnica com a bola. Mas, atualmente, o futebol deixou de ser só isso, agora futebol é sinônimo de riqueza – um exagero de marcas e patrocinadores, vendas de jogadores e técnicos… A indústria do milhão, onde o pobre matutinho do interior do Brasil vê na Europa e no futebol a sua chance de vencer na vida.

Mais uma vez destaco: A culpa não é do nosso pobre e inocente bate-vola. A ligação é humana, não é futebolística. O futebol não passa de uma marca vendida, que usa figuras humanas.que funcionam como produtos a serem negociados e manipulados.

Julgar o futebol seria algo tão simplista quanto dizer que a energia atômica é responsável pelos desastres causados pelas bombas fabricadas dela, ou como diria uma amigo meu acolá “dizer que ele matou alguém só porque disse que apertando gatilho de uma arma, ela dispara…”.

O problema está no ser humano, só pra varias, nas ‘boas e más’ emoções associadas a tal atividade.

Eu amo assistir à partidas de futebol, mas com o olhar de quem sente prazer com a arte realizada no campo, de apreciar o espetáculo da bola, de ver o meu time jogar, vibrar com o lance dos jogadores, enfim apreciar o velho e bom futebol. O sentimento que me desperta, no momento de um gol, é quase orgásmico.

Mas também digo que outro sentimento é despertado, pelo fato de ver a face competitiva do fu
tebol que por vezes pode ser um sentimento de tristeza ou raiva, por não ter alcançado o prazer final.

Queda do Corinthians (02 de dezembro de 2007)

É aí que a coisa aperta, na hora da derrota, quem não tem uma mente saudável tende a querer destruir tudo que lhe casou aquela dor… resultando muitas vezes em violência… Importante seria saber lider com esses sentimentos antagônicos, saber perder pode parecer papo hipócrita, e o é, mas aceitar a derrota nos mantém vivos na maioria das ocasiões, hehehe.

É isso aí, povo! O futebol traz em si essa dualidade: pode ser ao mesmo tempo prazeroso e triste; libertário e alienante. Pode significar oportunidades aos excluídos, mas pode também limitá-los. Cabe a nós, pobres torcedores, saber diferenciar a torcida do ato ridículo. E ter sempre em mente, que o objetivo maior nisso tudo é a diversão.

E já que o Brasil é considerado o país do Futebol, não devemos ter vergonha de dizer que somos SIM bons de bola, mas não deixar que sejamos ótimos apenas nisso; Que o nosso grande desafio também seja passarmos a ser bons em outras áreas também.

♫ A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda, é uma partida de futebol… ♪
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Mentir: Fator de Evolução das Espécies?

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A mentira na natureza é papel fundamental pra sobrevivência de algumas espécies, como o bicho-pau, onde ele usa a camuflagem pra se esconder dos predadores e quando mais jovem se assemelham com escorpiões. E esconder o que de fato você é, enganar o predador, imitar ou simular algum outro animal e ser mais chamativo para as fêmeas é bem comum. Nós humanos somos frutos e fazemos parte deste mundo completamente competitivo.


Mentir é feio meu filho! E além disso você pode acabar virando senador.

Mas o homem é um ser com uma racionalidade bem desenvolvida. Usamos as mentiras muito mais do que objetivos de sobrevivência, fazemos para suprir impulsos ou maximizá-los. Apesar de sermos sociais, preservamos muito mais a nós mesmo do que os outros, desse modo nos tornamos egoístas. E vivemos bem assim, fingimos ser o que não somos, as vezes por não saber o que na realidade somos mas isso fica fundado na necessidade de “se dar bem”, que no fim das contas está relocionado a sobrevivência.

Até mesmo a ajuda a alguém, pode ser considerada uma auto-ajuda. Uma forma de conservar um sentimento altruísta sem parcela de egóismo, ou se sentir útil, ter uma ultilidade na vida.

Depois de ler um pouco sobre o assunto me deparei com a pesquisa dos genes egoístas. Uma boa leitura a todos.

Ah e sim! No post anterior me referi a mais ou menos isso:
A BÍBLIA E O CRISTIANISMO – AS ORIGENS HISTÓRICAS

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Evolução das Idéias

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A evolução já é um fato científico, mas existem gente que teima o contrário, o que é futil de se fazer. Algumas pessoas acham que algo veio do nada, e quando eu digo nada, é realmente nada.

Analisando um pouco sobre as idéias e nossa capacidade de imaginar qualquer coisa. Podemos dividir as idéias em abstrações ou concretas, essas últimas são resultado ou pré-resultado de um fato concreto, sendo mais simples, essas ideias são consideradas como verdades, simples assim. Enquanto o outro segmento de idéias não  tem base em algo concreto ou fato real, geralmente provém de mitos, e de experiências pessoas produzidas por uma concepção da realidade individual ou de algum interesse nisso. Quando falo interesse me refiro a você aumentar um pouco a história (sendo real ou não) para um proveito próprio, seja para re-alimentar o seu pensamento como verdadeiro ou para algum outra vantagem social.

Então o que acontece: somos bombardeados por ideias alheias, a todo momento, algumas são verdade e outras não. Como identificar? É simples, so usar a crítica. Procure alguma evidência para sustentar a ideia que estão lhe passando. Analise com outras ideias, procurando mais evidências. Nesse momento você chega a uma conclusão mais sólida que se não tivesse feito nada para testar a veracidade, apesar que isso não quer dizer que a ideia é verdadeira, porem ela ficou “menos falsa”. OK, isso até pode não significar alguma coisa, mas significa!

As ideias que a pessoa possui ela tenta disseminar para as outras, sendo verdade ou não, como um ser vivo de verdade, ela evolui, ela é moldada, incrementada até chegar numa conclusão plena, quase definitiva, ou definitiva de fato (baseando que a ideia pode ter subssídio real, natural. Mas quando a ideia é feita de um mito absurdo, como ela se comporta? Do mesmo jeito! Ela tenta se reproduzir nas mentes das  pessoas, porém existe uma diferença.

A diferença substancial está no sentido de não existir crítica, pelo contrário até, as outras ideias, ou fatos se transformam em um re-justificativa para auto afirmação da idéia, mesmo sendo essas novas idéias verdadeiras ou não. E todo tipo de afirmação contrária é altamente ignorada, não merecendo qualquer tipo de investigação.

Então é assim que funciona as idéias, elas não querem morrer, elas insistem em se espalhar mesmo não existindo os fatos reais em que a provem. E as idéias criam formas de sobreviverem.

Evidente que eu não acredito que ideias são seres vivos, foi apenas uma analogia. As ideias fazem parte da gente, de nossa identidade, coisa que não deviam ser, pois ideias não são fatos, nós somos fatos, nós existimos, somos concretos, ideias existem, mas são abstratas, e coisas abstratas, por lógica não deviam ser levadas tão a sério, principalmente, quando são provadas que são falsas.

Então, vocês já pararam pra pensar que as coisas que estão na sua cabeça, que mitos e histórias, são apenas mais uma de várias mentiras que estão na nossa vida para beneficiar algumas pessoas como uma forma de controle social? Já que as pessoas vão ter as mesmas ideias, é compreensivel que elas se comportem de uma maneira parecida.

Ideias como forma de controle, genial não? E quem controla sabe disso? Talvez sim, talvez não, mas isso pouco importa, pois isso não muda o controle que ela tem sobre os outros, mesmo ela acreditando na mesma mentira que você.

Reflitam isso jovens!

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